| Pedalando na África II - 1997 |
A última viagem de Toco Lenzi tinha sido para tripular a volta da lendária escuna Don Silvano, que tinha feito travessia “Segredos Submersos do Atlântico”. O espírito livre e aventureiro de Toco precisava de mais uma viagem, mas a grana simplesmente não existia. Foi quando ele teve a idéia de montar um pacote e vender. O roteiro - nada convencional, como tudo que faz - era uma travessia de bicicleta pela costa oeste da África, de Abdijã na Costa do Marfim ate Lome, capital do Togo, passando por Ghana.
Dez clientes se interessaram, mas somente dois passaram pela seleção do “guia”: Lineu Palia e Fabio Zsgimond. Fabio já tinha sido parceiro em outras aventuras. Lineu foi com a cara e a coragem. No dia de embarcar, chegou ao aeroporto de Guarulhos (SP) de chinelo, short e uma camisa com um jabá em cada bolso.
Ao sair do aeroporto de Abdijã, na primeira bifurcação, Toco errou o caminho. Pararam, encheram a cara de “palm wine” (um vinho feito da folha de palmeira) e dormiram pra retomar a viagem no dia seguinte.
Foram 30 dias pedalando e enfrentando o inesperado (em uma das paradas, dormiram num leprosário). Nos três últimos dias, todos adoeceram: eram os primeiros sintomas de malária.
Lineu Palaia era dono da produtora Conecta, onde Toco e o seu sócio na Expedição Filmes, Renato Castanho, aprenderam tudo sobre edição e produção para tevê. Graças a ele, conseguiram finalizar a série “Terra Distante”, sobre viagens de aventuras, para o Canal São Paulo.
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